Óleo Lubrificante Sintético, Semissintético, Mineral e Vegetal: entenda as diferenças entre eles

Na internet encontramos várias perguntas sobre os tipos de lubrificantes e muitas estão relacionadas principalmente às dúvidas de consumidores de lubrificantes automotivos. Neste texto não iremos entrar em detalhes sobre as aplicações e usos dos diversos tipos de lubrificantes disponibilizados no mercado. Abordaremos apenas de uma forma bem simples e superficial, qual a diferença entre os tipos de lubrificantes existentes, ou melhor, sobre os tipos de bases em que são formulados estes produtos.

Óleo Lubrificante Mineral: por que é o mais utilizado?

O óleo lubrificante mineral é obtido a partir da destilação e do refinamento do petróleo, sendo formulado através da mistura de óleos básicos minerais. Apesar da atual abundância de petróleo que há ainda para ser explorado e extraído do solo, este é um produto não renovável, com isso, há uma tendência a longo prazo da substituição de insumos derivados do petróleo. Como a mais de 150 anos os derivados de petróleo se tornaram muito presentes em nosso dia a dia, ao logo dos anos muitos aditivos foram desenvolvidos para melhorar o desempenho do óleo mineral lubrificante e com isso, hoje este produto além de atender satisfatoriamente muitas aplicações, é um produto que apresenta o menor custo entre os lubrificantes disponíveis no mercado.

Além do que, problemas de insalubridade que antes eram presentes neste tipo de produto, com os modernos processos de purificação dos derivados do petróleo, esta limitação está praticamente corrigida no óleo lubrificante mineral atualmente disponibilizado ao mercado. Devemos destacar uma qualidade do óleo lubrificante mineral: é um produto que apresenta um excelente poder de lubricidade.

Óleo Lubrificante Sintético: por que é o lubrificante do momento?

O óleo lubrificante sintético é assim denominado por não conter diretamente em sua composição o óleo básico mineral. O óleo sintético pode ser formulado com vários compostos obtidos através de síntese petroquímica como poliglicóis, ésteres, polialfaolefinas, ácidos graxos, amidas, entre outros. Ou seja, são base obtidas de fontes não dependentes diretamente do petróleo, e devido à atual pressão pelo uso e produtos ecológicos, lubrificantes formulados com tais bases se tornam uma boa opção.

Por serem matérias-primas obtidas através de processo químico, e não serem removidas da natureza como o óleo básico mineral, estas bases podem ser aperfeiçoadas e com isso, o óleo lubrificante sintético formulado com estes produtos químicos, normalmente apresentam desempenho superior em relação óleo lubrificante mineral, como por exemplo, uma melhor resistência ao aumento da temperatura, uma via útil maior sem se degradar, uma menor geração de borras e resíduos, entre outras vantagens. Mas o óleo lubrificante sintético normalmente apresenta um custo muito superior ao do óleo mineral lubrificante.

Com isso, em muitos processos industriais, notadamente em equipamentos não muito complexos, as empresas ainda optam por não utilizar o óleo sintético, preferindo comprar um óleo mineral lubrificante que apresenta um desempenho semelhante, mas sendo um produto mais barato. Sobre a qualidade do óleo lubrificante sintético, notadamente para os lubrificantes destinados ao segmento industrial destacamos uma grande virtude: é um produto que gera uma excelente refrigeração do processo.

Óleo lubrificante semissintético: por que é o “melhor dos mundos” em termos de lubrificação?

Inicialmente devemos esclarecer que o nome óleo lubrificante semissintético é errado. Da mesma forma que não existe uma mulher meia grávida, também não existe um lubrificante de “metade de alguma coisa”. O termo correto para este lubrificante seria chamá-lo de óleo lubrificante misto. Mas sem entrar em polêmica, continuaremos o texto utilizando o nome usual. A formulação do óleo semissintético contém compostos de base sintética misturados à compostos de base mineral.

O “melhor dos mundos” como mencionado acima ocorre, pois é um lubrificante que apresenta a lubricidade encontrada no óleo lubrificante mineral e a refrigeração conferida pelo óleo lubrificante sintético. E com a vantagem de possuir um custo intermediário entre estes dois lubrificantes. Mas estas vantagens só são percebidas em alguns tipos de operações, com isso, não é em todo processo ou operação que pode ser empregado um óleo lubrificante semissintético. O ideal é seguir a recomendação de uso do fabricante do equipamento.

Óleo Lubrificante Vegetal: modismo ou veio para ficar?

Este também é mais um caso de denominação errada. Quando pensamos em óleo lubrificante vegetal, imaginamos um produto contendo em sua formulação um óleo de canola, de algodão, de mamona, de soja, e outros. É fato que alguns lubrificantes são formulados com estes óleos. Mas imagine colocando um dos óleos acima dentro de um cilindro hidráulico pressurizado ou em um motor de algum automóvel. Ao ser submetido às altas pressões e temperaturas este óleo provavelmente se degradaria ou até teria as suas propriedades físicas alteradas, podendo até “se transformar em uma manteiga” e travar o equipamento. A aditivação dos óleos vegetais ainda está tão desenvolvida para evitar que estes produtos se deteriorem.

Normalmente um óleo lubrificante vegetal para uso industrial é formulado com ésteres, oleatos, compostos graxos e outros produtos derivados da síntese química. Com isso, a denominação correta para os produtos feitos com estas bases deveria ser a de óleo lubrificante sintético de base vegetal, pois de óleo vegetal puro, a grande maioria destes lubrificante possui pouco volume em suas formulações. As bases para a fabricação do óleo lubrificante vegetal provêm de fontes renováveis, gerando lubrificantes que possuem uma biodegradabilidade superior aos óleos produzidos com outras bases, além de serem menos agressivos ao meio ambiente.

Tais características estão atraindo a preferência dos consumidores e forçando os fabricantes de lubrificantes e seus aditivos a desenvolverem cada vez mais, produtos para o atendimento desta demanda. Apesar de ainda não poder ser encontrado o óleo lubrificante vegetal “de base sintética” para uso em todos os tipos de processos operacionais, a tendência a médio prazo é que esta oferta se amplie, o uso deste tipo de lubrificante se torne cada vez mais frequente e o seu preço, ainda caro, se torne mais competitivo.

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