A importância do uso de um Óleo Lubrificante Grau Alimentar

O lubrificantes são itens fundamentais em qualquer processo produtivo, e uma manipulação errada do produto ou uma falha no equipamento, poderá contaminar  matérias-primas, produtos acabados ou um processo produtivo, em uma indústria alimentícia, a contaminação em um alimento é algo muito grave que deve ser eliminado.

Para evitar que tais danos ocorram, foram desenvolvidos protocolos de fabricação e aplicação de graxa e óleo lubrificante grau alimentar na indústria de processamento de alimentos, visando a manutenção da segurança alimentar e a confiabilidade do equipamento.

Apesar de poucos recolhimento de produtos alimentícios no mercado tenham sido causados por contaminação por lubrificante, estes podem ser caros quando ocorrem.

Uma breve história da regulamentação do Óleo Lubrificante Grau Alimentar

Nos Estados Unidos, até o ano de 1998 no processamento de alimentos era regulado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que realizava a aprovação e a conformidade dos lubrificantes de grau alimentar, notadamente no que se referia às formulações de produtos químicos de manutenção e operação.

Para obter a aprovação do USDA, os fabricantes de lubrificantes tinham que provar que os ingredientes da formulação do lubrificante grau alimentar eram substâncias permitidas de acordo com as Diretrizes do Código de Segurança dos Regulamentos Federais (CFR), mas isso incluía a realização de testes com os lubrificantes. A aprovação se baseada apenas em uma revisão dos ingredientes de formulação do lubrificante grau alimentício.

A partir de 1998, o Departamento de Agricultura do s EUA alterou o seu programa de controle, exigindo que o fabricante avaliasse o risco em cada ponto da operação onde a contaminação poderia ocorrer. Com isso, o fabricante do lubrificante grau alimentício tornou-se responsável por revisar e aprovar as composições químicas dos produtos para decidir se estes eram seguros como lubrificantes de grau alimentar. Em resposta à esta necessidade de melhor gerenciar a qualidade dos lubrificantes de grau alimentar, grupos de terceiros nos EUA e em outras nações no mundo, surgiram para gerenciar as necessidades de certificação de lubrificantes.

A NSF (National Science Foundation – Fundação Nacional da Ciência), que é  uma agência governamental dos Estados Unidos independente que promove a pesquisa e educação fundamental em todos os campos da ciência e engenharia, surgiu nesta ocasião e passou a . Atualmente, nos Estados Unidos e em outros gerenciar um programa de avaliação dos lubrificantes de grau alimentar. Com isso, o fabricante do lubrificante passou a submeter cada componente da formulação da graxa e do óleo lubrificante grau alimentar à análise e aprovação da NSF, para verificar se os compostos estão dentro da lista do FDA de substâncias permitidas.

Junto com o NSF, outras três associações profissionais são reconhecidas pelo setor alimentício no trabalho de desenvolvimento e elaboração de um programa de autorização para a fabricação de lubrificantes de grau alimentar, que são o NLGI (National Lubricing Grease Institute – Instituto Nacional de Graxas de Lubrificação), o ELGI (European Lubricing Grease Institute – Instituto Europeu de Graxas de Lubrificação) e o EHEDG (European Hygienic Equipment Design Group – Grupo Europeu de Design de Equipamentos Higiênicos).

As exigências e desafios enfrentados para a produção e o uso de um Óleo Lubrificante Alimentício

Além da produção, o uso de lubrificante de grau alimentício representa um grande desafio para a indústria de alimento, isso porque o processamento de alimentos em larga escala requer muitos equipamentos dotados de mangueiras, filtros, tanques, bombas, correntes, correias, tubos e peças em geral, que necessitam de um constante processo de lubrificação. Um óleo lubrificante grau alimentar precisa possuir as mesmas características de um lubrificante industrial, como o de minimizar o atrito, o desgaste, a corrosão, dissipar o calor, entre outra atribuição, mas por estarem sendo utilizados dentro de uma unidade de processamento de alimentos, também precisam ser resistentes à degradação e ao ataque de bactérias, além de inertes e atóxicos.

Muitas das matérias-primas utilizadas para formular lubrificantes industriais que apresentam elevada qualidade e eficiência, infelizmente por razões de segurança, não são permitidas na fabricação de óleos lubrificantes grau alimentar. Devido a sua elevada pureza e por ser atóxico, o óleo branco mineral é largamente utilizado na fabricação de óleos lubrificantes grau alimentício de base mineral.

Embora as exigências de qualidade impostas às indústrias processadoras de alimentos possam parecer assustadoras, é melhor que estas se esforcem e se empenhem em para cumpri-las, minimizando assim, a exposição ao risco. Além disso, o fornecedor de componentes aditivos e lubrificantes grau alimentício também deve seguir os protocolos de boas práticas de fabricação durante o processamento desses produtos.

Esses protocolos incluem ter uma planta dedicada para a fabricação do óleo lubrificante grau alimentar, com misturadores, tubulação, equipamentos de envase e armazenamento dedicados, para que não haja risco de contaminação do produto e este venha a prejudicar a qualidade dos alimentos. Além disso, os protocolos exigem uma extensa lavagem dos equipamentos e a análise dos compostos metálicos presentes no produto, para garantir que estes estejam livres de metais pesados e zinco, que não são permitidos em lubrificantes grau alimentício.

O que mais saber sobre o Óleo lubrificante Grau Alimentício?

O custo de um óleo lubrificante grau alimentar é a verdadeira questão entre a qualidade dos alimentos e a qualidade não alimentar e, em menor medida, o seu desempenho. De um modo geral, os lubrificantes não-alimentícios fornecerão o mesmo ou, muitas vezes, um melhor desempenho a um custo menor. Mas se a sua operação exige a utilização de um lubrificante de grau alimentar, não adianta “quer inventar” e buscar alternativas em lubrificantes “convencionais”, para resolver o problema de lubrificação de uma empresa ou de um equipamento de processamento de alimentos. O uso de um lubrificante grau alimentício é muito mais oneroso, mas necessário para garantia do controle de qualidade ao processo produtivo.

Em breve novos textos sobre este tema serão publicados no blog do site da CADIUM. Contamos com o seu interesse em nos acompanhar. Saiba que a CADIUM possui uma completa linha de óleo branco mineral grau alimentar e em breve iniciaremos a comercialização da nossa linha de lubrificantes grau alimentar com certificação NSF. Aguarde. E não deixe de consultar a CADIUM.

 

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