Inicialmente devemos dizer que a nomenclatura de óleo mineral branco para este produto é totalmente imprecisa. Como no passado, devido à limitação da tecnologia para a produção e refino dos derivados de petróleo, geravam-se produtos apresentando a coloração variando do amarelado ao castanho escuro, com o surgimento de um óleo incolor, este erradamente recebeu a denominação de óleo branco. Tal imprecisão na denominação do óleo branco mineral também propiciou a criação de outros nomes similares para o mesmo produto que também estão errados como o de óleo de parafina, parafina líquida, vaselina líquida, petrolato líquido. O termo vaselina líquida é o mais utilizado, mesmo sabendo que vaselina é uma denominação que se refere à qualidade de um produto de consistência pastosa.
A definição errada utilizada na nomenclatura do óleo branco mineral surgiu ao final do século XIX, onde não existia uma ciência química desenvolvida para determinar e classificar a composição de um óleo. No Reino Unido, os farmacologistas britânicos passaram a se referir a este produto como nome de líquido de parafina e esse é um dos motivos que até hoje na composição de medicamentos, cosméticos e do óleo para bebê, o óleo mineral branco é chamado de paraffinum liquidum.
Denominações do Óleo Mineral Branco
O óleo mineral branco no mundo recebe três tipos de denominações de acordo com a origem do petróleo de que este é obtido: óleo branco mineral do grupo I e óleo branco mineral do grupo II, que são os mais comercializados. Há também o óleo branco mineral do grupo 3, cujo grau de tratamento e purificação torna o produto com características e propriedades semelhantes aos das polialfaolefinas, que são óleos pertencentes ao grupo IV, de acordo com o tipo de tratamento a que os derivados de petróleo são submetidos. Em breve desenvolveremos melhor este assunto em outro texto no nosso blog.
Cabe informar que a OMS (Organização Mundial da Saúde), classifica os óleos minerais também em três grupos: os óleos minerais não tratados ou levemente tratados recebem a classificação de pertencentes ao grupo 1. São óleos considerados cancerígenos para os seres humanos. Os óleos minerais pertencentes ao grupo 2 são potencialmente cancerígenos se usado em contato com pele humana. Já os óleos minerais pertencentes ao grupo 3, onde se encontra o óleo mineral branco, não são suspeitos de serem cancerígenos.
Comparativo do uso do óleo mineral branco grau cosmético com outros óleos em aplicações cosméticas
| Propriedade | Óleo Mineral Branco | Óleos Vegetais (ex: jojoba, amêndoas) | Óleo de Silicone |
| Emoliência | Boa | Boa | Muito boa |
| Estabilidade oxidativa | Muito alta | Média-baixa | Muito alta |
| Odor | Inodoro | Pode ter odor natural | Neutro |
| Compatibilidade química | Excelente | Boa, mas pode oxidar | Excelente |
| Palatabilidade na pele | Suave | Boa | Sedosa, deslizante |
| Custo | Baixo | Médio-alto | Médio-alto |
Análise das vantagens do uso do óleo mineral USP para cosmético
| Vantagem | Benefício prático do óleo mineral USP para cosmético |
| Alta pureza | Produto seguro para todos os tipos de pele |
| Inércia química | É compatível com vitaminas e fragrâncias |
| Emoliência | Propicia uma pele suave e sedosa |
| Estabilidade | Possui uma vida útil prolongada |
| Neutralidade | Produto que não altera a cor, odor ou textura |
| Versatilidade | Ideal para formulações de cremes, pomadas, batons, gloss, loções capilares |
| Custo-benefício | Relativamente possui baixo custo e possui boa disponibilidade |
Devemos esclarecer que na indústria cosmética, a viscosidade do óleo mineral branco é um parâmetro crucial, pois ela determina a textura, a espalhabilidade, a sensação ao toque e a função do produto. Diferentes viscosidades do óleo mineral branco USP são escolhidas conforme a aplicação específica: emulsões, pomadas, loções, cremes, maquiagens etc.
Testes de qualidade realizados com o Óleo Branco Mineral
O óleo branco mineral é um produto largamente utilizado pelas indústrias no mundo todo, e a sua participação nas formulações de produtos cosméticos, alimentícios e farmacêuticos aumentou exponencialmente ao longo do século XX. Então é errado dizer que um óleo mineral branco é prejudicial para a saúde do ser humano e deve ser substituído por produtos similares de origem vegetal. Aqui está mais uma pressão de um modismo oportunista e dos interesses comerciais de produtores de óleos vegetais, que são bem mais caros, do que efetivamente de algum problema físico-químico ligado à qualidade e pureza do óleo branco mineral.
No Reino Unido, a agência local reguladora de normas para a produção e comercialização de produtos destinados ao consumo alimentar, a F.S.A. (Food Standarts Agency), testou componentes de tintas de impressão usadas em embalagens, inclusive o óleo mineral contido nas formulações destas tintas, e não encontrou evidências de preocupações com a segurança alimentar devido à sua presença da tinta.
Esclarecemos que consta na F.I.S.P.Q. (Ficha de Segurança de Produtos Químicos) do óleo mineral branco, a preocupação para evitar que ocorra a inalação dos vapores do óleo, devido ao produto ser um hidrocarboneto derivado do petróleo e poder gerar uma pneumonite química. Isso também se deve à O.S.H.A. (Occupation Safaty and Health Administration), Agência de Segurança e Saúde Ocupacional dos Estados Unidos, que realizou testes de exposição à névoa de óleo branco mineral e estabeleceu que o limite legal para a névoa no local de trabalho, durante uma jornada de 8 horas é de 5 mg/m3, e de 10 mg/m3, caso esta exposição seja de curto prazo.
Mas não há dados toxicológicos que indiquem que uma exposição a curto prazo em concentrações maiores do óleo branco mineral cause algum dano à saúde. Com isso, podemos dizer que tal informação na FISPQ do óleo mineral branco é meramente preventiva, como é a informação de precaução para o manuseio encontrado em algumas FISPQs do cloreto de sódio, o popular “sal de cozinha”: “Cuidados: Pode causar irritação do trato respiratório. Pode causar irritação nos olhos. Pode causar irritação na pele. Pode causar irritação no trato digestivo com náusea, vômito e diarréia”.
Como não há muitas informações sobre os potenciais efeitos colaterais do óleo mineral branco na saúde humana, este é um dos motivos das Agências Reguladoras de normas alimentares afirmarem que eles devem ser usados e consumidos com moderação como alimento. Tanto a EFSA (Autoridade Europeia de Segurança Alimentar), como a OMS (Organização Mundial da Saúde), definiu como doses de ingestão diária para o óleo mineral branco os respectivos valores de 12mg/kgBW e 20mg/kgBW. Isso indica claramente que o óleo branco mineral não é uma grande ameaça à saúde humana, se for mantida uma ingestão diária abaixo de 720mg. Ou seja, como o óleo mineral branco pode ser consumido puro ou misturado a algum alimento, isso responde claramente à questão de se o óleo mineral branco de grau alimentar é seguro para os seres humanos.
Óleo Branco Mineral: o que devemos mais saber a respeito?
Se você chegou até aqui é porque se interessou sobre este assunto e isso é muito bom. Saiba que nos próximos dias iremos publicar novos textos no blog de nosso site https://cadium.com.br/blog/, sobre assuntos relacionados ao óleo branco mineral. Fique atento e acompanhe as publicações da CADIUM nas mídias sociais. E se você está necessitando obter mais informações técnicas sobre o óleo mineral branco ou realizar a aquisição deste produto, entre em contato com a CADIUM, que a nossa equipe de colaboradores estará a sua disposição para melhor atendê-lo.
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