Qual é o melhor Óleo Sintético para Redutor e Engrenagem?

A grande maioria dos óleos lubrificantes para redutores utilizados no mundo são formulados à base de derivados do petróleo, os chamados óleo minerais para redutores. Com o aprimoramento dos equipamentos, o surgimento de operações mais complexas e sistemas operando em condições extremas de temperatura, velocidade e carga de trabalhos, os lubrificantes minerais começaram a apresentar problemas de limitação de desempenho e com isso, lubrificantes sintéticos para engrenagens foram desenvolvidos para suprir estas desvantagens técnicas.

Hoje são disponibilizados no mercado vários tipos de lubrificantes sintéticos para redutores no mercado, formulados com diversos tipos de bases, onde a seguir descrevermos as vantagens e desvantagens dos usos de cada um deles.

Óleo lubrificante sintético para redutor a base de polialfaolefina (PAO)

A maioria dos óleos sintéticos para engrenagem são formulados à base de PAOs (polialfaolefinas). É um lubrificante para engrenagem que possui um tamanho das moléculas relativamente uniforme, sendo estas saturadas, o que confere uma maior estabilidade ao produto. Estes lubrificantes apresentam uma elevada resistência à formação de espuma, uma alta estabilidade térmica, além de contribuir para a não formação de borras e depósitos. Apesar da sua boa compatibilidade com a maioria dos elastômeros plásticos, apresenta a desvantagem do elevado custo e da sua baixa solubilidade, o que significa que não dissolvem tão facilmente os aditivos incorporados ao óleo para redutor de engrenagem, com  acontece com os lubrificantes de base mineral. O óleo sintético para redutor a base de PAO também a apresenta a dificuldade de separar e colocar em suspensão dos subprodutos gerados da degradação que são formadores de vernizes.

Óleo sintético para redutor a base de polialquileno glicol (PAG)

Há indicativos que afirmam que o óleo sintético para redutor a base de PAG apresenta um melhor desempenho ao ser utilizado na lubrificação de engrenagens helicoidais, quando comparado nas mesmas condições com um lubrificante sintético para redutor a base de PAO e com um de base mineral. Um lubrificante sintético para engrenagem a base de glicol (PAG) é altamente polar e isso significa que ele fornece uma afinidade adicional à superfície metálica sem a necessidade de uso de aditivos, reduzindo o efeito de fricção entre os dentes das engrenagens, aumentando consideravelmente a lubrificação em comparação com outros óleos. Um óleo sintético para engrenagem a base de PAG, quando aditivado, fornece um desempenho excepcional para suportar o aumento da carga operacional, formando um filme lubrificante difícil de ser rompido. Como comparação entre os tipos de lubrificantes para redutores podemos dar o seguinte exemplo:

Em uma operação realizada a uma temperatura inferior a 80 graus C, é de se esperar que um óleo para redutor de base mineral forme filmes mais grossos do que um óleo sintético para redutor a base de PAO. No caso de uma operação realizada a uma temperatura inferior a 57 graus C, o óleo lubrificante mineral para redutor gera filmes mais grossos do que um lubrificante de redutor a base de PAG. Na faixa de temperatura de 70 a 90 graus C, a diferença da espessura do filme formado entre um lubrificante para redutor a base de PAO e um de base mineral é mínima, inferior a 5 por cento. Mas nesta mesma faixa de temperatura, um óleo lubrificante sintético para redutor a base de PAG gera filmes mais grossos que variam de 15% a 35% mais espesso quando comparados a um óleo redutor mineral. Quando mais espesso é a formação do filme, menor é o risco de desgaste a longo prazo das engrenagens e seus dentes. É por este motivo que a lubrificação de redutores de engrenagens helicoidais é na grande maioria realizada por óleos lubrificantes a base de PAG. 

Óleo redutor sintético a base de éster

O óleo sintético para engrenagem apresenta uma alta resistência térmica e um excelente comportamento sob baixa temperatura. Nas aplicações industriais, o óleo lubrificante sintético a base de éster tem larga aplicação onde se necessita de um produto que seja facilmente biodegradável. Os lubrificantes sintéticos para redutor a base de éster apresentam uma boa estabilidade hidrolítica, pois muitas vezes são utilizados em situações onde ficam expostos a operações onde há grande presença de umidade. A hidrólise do óleo lubrificante para redutor pode ser um problema grave, mas a sua estabilidade pode ser corrigida com a utilização de aditivos específicos e com a escolha do tipo de éster mais adequado para o processo de lubrificação. O óleo sintético para redutor a base de éster tem grande utilização na lubrificação de motores de aeronaves, turbinas a gás, bem como em sistemas de engrenagens de bombas utilizadas em plataformas marítimas, equipamentos de mineração, entre outros. 

Quais as vantagens da utilização de um lubrificante sintético para redutor?

Em relação a um óleo redutor de base mineral podemos citar as seguintes vantagens:

  • Um óleo sintético para redutor gera uma melhor eficiência devido à redução das perdas de atrito relacionadas ao dente;
  • A redução do atrito com a consequente exigência de menos energia para realizar uma mesma operação;
  • A ampliação dos intervalos de troca do óleo para redutor de engrenagem para um prazo de três a cinco vezes superiores, quando comparado para uma mesma temperatura e carga de operação;
  • Propicia o aumentando a vida útil dos componentes, pois permite o equipamento operar sob carga total com temperaturas reduzidas, e com isso, podendo até ser dispensado o uso de sistemas de resfriamento.
  • Comprovadamente o uso de um óleo sintético para redutor apresenta um desempenho mais eficiente que um similar de base mineral, aumentando consideravelmente a capacidade de deslizamento. 

Comparativo de uso entre os óleos para redutores de engrenagem

Os óleos sintéticos para redutores apresentam uma ótima resistência ao envelhecimento mesmo operando sob altas temperaturas, além de possuírem uma vida útil mais longa em comparação com os lubrificantes para redutores minerais. Isso pode ser comprovado através dos intervalos aproximados de troca a que os diversos óleos para redutores são submetidos com utilizados em operações com temperaturas à 80º C:

  • Óleo para redutor mineral: troca necessária após 5.000 horas de funcionamento.
  • Óleo sintético para redutor de velocidade a base de PAO: substituição após 15.000 horas de operação.
  • Óleo para redutor sintético a base de PAG: após 25.000 horas de operação.

É fácil notar pelos números acima que apesar dos preços mais elevados, os óleos sintéticos para redutores são a melhor opção a longo prazo para a lubrificação dos sistemas de engrenagens de diversos equipamentos.

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